|
Porta de Celeiro, Séc. XX, Mali
|
|
|
|
|
|
|
|
I Identificação
Sub-categoria: Escultura arquitectónica
Denominação/Título: Porta de Celeiro
Autoria/Produção: Dongon/ Mali
Datação: Séc. XX
Materiais: Madeira
Dimensões: 65 cm x 49 cm x 5 cm
Proprietário: Lisboa, Coleccionador particular
Intervenções Posteriores: Não foram detectadas quaisquer intervenções.
II Estado de Conservação
Suporte: Razoável
- Destacamento de vários elementos;
- Deposição de sujidade, poeiras e detritos de natureza variada.
III Tratamento
Um conservador-restaurador tem que ter em conta a identidade individual de cada peça e o contexto em que estão inseridas, sempre no restrito cumprimento da ética profissional defendida por toda a Europa, na delineação do tratamento.
A escultura etnográfica tem contextos muito especiais. Executadas predominantemente por materiais que a Mãe Natureza lhes oferece e por técnicas extremamente tradicionais, estas esculturas sofrem muitas vezes de um grau de fragilidade enorme. A frequente inclusão de objectos do uso corrente da vida civilizada (pregos, garrafas, embalagens de plástico, chapa metálicas, espelhos, botões, etc) e encontrados por estes povos poderá constituir focos de deterioração, uma vez que estão a ser utilizados com um objectivo para o qual não foram concebidos. A intensa utilização destes objectos nos rituais poderá também contribuir para a comum fragilidade destes objectos.
Não resistindo a uma viagem, a peça adquirida viu alguns dos seus elementos destacarem-se uns dos outros.
Constituindo um importante documento comportamental de um povo, qualquer intervenção poderá fazer desaparecer importantes testemunhos. Assim, o Princípio da Intervenção Mínima é frequentemente a base dos tratamentos de bens etnográfico.
Respeitando as técnicas iniciais, os elementos foram novamente fixos uns ao outros.
Local: Atelier próprio
Intervenientes: André Varela Remígio |
 | |
|
|