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Estátua Ritual, Séc. XX, Africa Ocidental   E-mail 

 I Identificação

Sub-categoria:
Escultura de vulto

Denominação/Título:  Estátua Ritual

 

Autoria/Produção: Autor desconhecido/ África Ocidental

 

Datação: Séc. XX

 

Materiais: Madeira, vibras vegetais, búzios e bagas

 

Dimensões: 40 cm x 16 cm x 16 cm 

 

Proprietário: Cascais, Coleccionador particular

  

Intervenções Posteriores: Não foram detectadas quaisquer intervenções.

 

 

II Estado de Conservação

 

Suporte: Razoável

  • Falta pontual de suporte no braço direito, provavelmente provocada pelo mau manuseamento;
  • Falta de um dos búzios da bolsa da relíquia;
  • Ataque fúngico muito intenso, cobrindo quase por completo toda a superfície; 
  • Deposição de uma grande quantidade de sujidade, poeiras e detritos de natureza variada.


III Tratamento

  

Um conservador-restaurador tem que ter em conta a identidade individual de cada peça e o contexto em que estão inseridas, sempre no restrito cumprimento da ética profissional defendida por toda a Europa, na delineação do tratamento.

 

A escultura etnográfica tem contextos muito especiais. Executadas predominantemente por materiais que a Mãe Natureza lhes oferece e por técnicas extremamente tradicionais, estas esculturas sofrem muitas vezes de um grau de fragilidade enorme. A frequente inclusão de objectos do uso corrente da vida civilizada (pregos, garrafas, embalagens de plástico, chapa metálicas, espelhos, botões, etc) e encontrados por estes povos poderá constituir focos de deterioração, uma vez que estão a ser utilizados com um objectivo para o qual não foram concebidos. A intensa utilização destes objectos nos rituais poderá também contribuir para a comum fragilidade destes objectos.

 

Constatando que a escultura cobriu-se com uma camada esbranquiçada num curto espaço de tempo, o proprietário recorreu rapidamente aos nossos serviços. Sendo a escultura efectuada por materiais orgânicos e estando em pleno Inverno, verificou-se que esta tinha sido vítima de um ataque fúngico.

 

Constituindo um importante documento comportamental de um povo, qualquer intervenção poderá fazer desaparecer importantes testemunhos. Assim, o Princípio da Intervenção Mínima é frequentemente a base dos tratamentos de bens etnográfico.

 

A camada de fungos foi removida e, tendo em conta o ambiente frequentemente com elevados valores de humidade relativa, foi aplicado um tratamento anti-fungico de modo curativo e preventivo.

 

Local: Atelier próprio
 

Intervenientes: André Varela Remígio