Início arrow Portfólio arrow Santo António de Lisboa

Santo António de Lisboa   E-mail 

I Identificação

Sub-categoria: Escultura de vulto

Denominação/Título: Santo António de Lisboa

 

Autoria/Produção: Autor desconhecido/Portugal

 

Datação: Séc. XVIII

 

Materiais: Madeira policromada e estofada

 

Dimensões: 130 cm x 65cm x 35 cm (dimensões aproximadas)

 

Proprietário: Lisboa, antiquário

 

Intervenções Posteriores: Foi detectada uma repolicromia parcial.

 

 

II Estado de Conservação

 

Suporte: Razoável

  • Ataque  do insecto xilófago, o que fragilizava a resistência da madeira;   
  • Deposição de sujidade, o que constituía um ambiente propício para o ataque biológico. 

Revestimento:

  • Lacunas em grande quantidade e de grandes dimensões;
  • Falta de adesão da policromias na forma de levantamentos,  alguns de áreas bastantes consideráveis, o que consistia um perigo eminente e poderia originar a sua perda total num curto espaço de tempo;
  • Policromia alterada, devido a ter estado provavelmente em contacto com fogo;
  • Camada de sujidade extremamente densa sobre toda a superfície.

 

III Tratamento

 

Perante esta escultura de grandes dimensões e sujeita a várias intervenções posteriores, optou-se por um tratamento que  privilegiava essencialmente a restituição da sua harmonia estética desrestaurando e rerestaurando segundo os critérios internacionalmente defendidos.

 

Assim, o suporte foi a desinfestado, consolidado pontualmente e limpo. A repolicromia total de natureza plástica aplicada sobre os panejamentos e a camada de goma laca extremamente alterada aplicada sobre as carnações e estofado foram removidos. A policromia subjacente foi então fixa, nivelada e limpa. Algumas lacunas da policromia e do estofado mais importantes foram reintegradas.

 

O processo de desrestaurar (remoção de intervenções posteriores) por se demonstrarem não ser as mais correctas seguido de um rerestauro (um novo tratamento de Conservação e Restauro, substituindo um existente) é uma possibilidade que deverá ser considerada num tratamento de Conservação e Restauro, uma vez que poderá restituir uma certa coerência à peça.

 

O conservador-restaurador tem que ter sempre em conta o contexto em que a peça está inserida na definição do seu tratamento de Conservação e Restauro. Ao contrário do que se possa pensar, as peças pertencentes a antiquários e por isso com um cariz comercial e decorativo muitíssimo acentuado não terão que ter obrigatoriamente um tratamento diferente dos tratamentos sujeitos a peças museológicas.

 

Um coleccionador esclarecido tem como principal objectivo a aquisição de peças de boa qualidade técnica, estética, formal, escultórica, iconográfica e não apenas o mero valor decorativo. A materialização do Tempo  nas peças é essencial para sua a identidade e autênticidade.

 

Peças com um, dois, três quatro ou cinco séculos que se apresentem em aparente excelente estado de conservação deverão levantar muitas dúvidas facilmente esclarecidas por meios de métodos de exame e análise à fácil disposição de qualquer pessoa.

 

Recorra aos conselhos de um conservador-restaurador!!

 

Local: Atelier do Conservador-restaurador Carlos Paulo Leal

 

Intervenientes: Carlos Paulo Leal (orientação e integração Cromática) André Varela Remígio

Ano: 2002


 

 



Copyright © 2006 - Todos os direitos reservados