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Virgem da Encarnação   E-mail 


Identificação

Sub-categoria: Escultura de vulto

Denominação/Título: Virgem da Encarnação/ Nossa Senhora da Encarnação

 

Autoria/Produção: Autor desconhecido/ Portugal

 

Datação: Séc. XVII/XVIII

 

Materiais: Madeira policromada

 

Dimensões: 53 cm x 23cm x 18 cm

 

Localização: Cuba, Igreja da Nossa Senhora da Encarnação, Matriz de Vila Ruiva

 

Protecção: Monumento Nacional, Dec. nº 28/82, DR 47 de 26 Fevereiro 1982 

Proprietário: Paróquia de Vila Ruiva, Diocese de Beja 

 

Dono da Obra: Instituto Português do Património Arquitectónico  (I.P.P.A.R.)

 

Intervenções Posteriores: Foram detectadas as seguintes intervenções posteriores: uma repolicromia total; a aplicação de uma camada de goma laca pintura; pintura da coroa de prata com uma tinta prateada e colocação de uma cabeleira sintética.

 

Referências:  ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Beja, Lisboa, 1993.

 

II Estado de Conservação

 

Suporte: Mau

  • Ataque  do insecto xilófago, o que fragilizava a resistência da madeira;
  • Deposição de uma grande quantidade de sujidade, o que constituía um ambiente propício para o ataque biológico. 

Revestimento: Razoável

  • Lacunas pontuais;
  • Falta de adesão pontual da policromia na forma de levantamentos;
  • rede de micro fissuras; 
  • Camada de sujidade densa sobre toda a superfície;
  • Demosição de uma grande quantidade de seujidae, poeiras e dos mais variados detritos sobre a cabeleira.

 

III Tratamento

 

Incluída no conjunto de 11 esculturas de grande porte, datadas entre o séc. XV  e o XVIII, pertencentes ao acervo da Igreja da Nossa Senhora da Encarnação, Igreja Matriz de Vila Ruiva (Cuba) e cujo tratamento foi adjudicado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (I.P.P.A.R.) no âmbito do Plano Operacional de Cultura (P.O.C.), através da Acção 3, da medida 1.1 (Recuperação e Animação de Sítios Históricos), a escultura da Nossa Senhora da Encarnação esteve sujeita a um tratamento que teve em conta todo o conjunto.

 

De linhas bem delineadas e delicadas, a escultura de roca representando Nossa Senhora da Encarnação poderia aparentemente não apresentar grandes dificuldades ao seu tratamento, uma vez que aparentava um razoável estado de conservação, mas por ser o orago da Igreja Matriz de Vila Ruiva, a padroeira daquela população tão devota e estar colocada no centro do altar-mó da igreja, qualquer operação acarretaria responsabilidades acrescidas.

 

Frequentemente utilizada para fazer as rocas das esculturas, a madeira de pinho é mais sensível ao ataque do insecto xilófago, como era o caso, o que obrigou a uma desinfestação com um cariz curativo e preventivo.

 

Aparentemente secundário, a cabeleira consistia uma parte importante da composição. Estando esta completamente coberta por uma grande quantidade de sujidade, procedeu-se à sua lavagem.

 

Removida a tinta plástica, descobriu-se uma coroa de prata marcada "Lisboa Coroa" ricamente lavrada e cinzelada. Fortemente oxidada, a coroa foi limpa de modo a restituir o característico brilho deste precioso metal e conferir a dignidade que a padroeira merece.

  

Local: Atelier próprio

 

Intervenientes: André Varela Remígio

Ano: 2004