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Queda de Cristo a Caminho do Calvário   E-mail 

I Identificação 

Sub-categoria: Escultura Arquitectónica

Denominação/Título: Queda de Cristo a Caminho do Calvário (fragmento de retábulo) 

Autoria/Produção: Oficina do Norte/Portugal

 

Datação: Séc. XVII

 

Materiais: Madeira policromada e estofada

 

Dimensões: 57 cm x 35cm x 7 cm (dimensões aproximadas)

 

Proprietário: Porto, Museu Nacional Soares dos Reis

 

Intervenções Posteriores: Não foram detectadas quaisquer intervenções.

 

 

II Estado de Conservação

 

Suporte: Mau

  • Ataque  do insecto xilófago, o que fragilizava a resistência da madeira;
  • Fendas e fissuras provocadas pelos diferentes movimentos dos vários elementos constituintes do suporte;    
  • Deposição de uma grande quantidade de sujidade e poeiras, o que constituía um ambiente propício para o ataque biológico. 

Revestimento: Muito Mau

  • Lacunas em grande quantidade e de dimensões consideráveis localizadas por toda a superfície;
  • Falta de adesão da policromia e do estofado na forma de levantamentos,  alguns de áreas bastantes consideráveis, o que consistia um perigo e poderia originar a sua perda total;
  • Camada de sujidade muito densa e poeiras sobre toda a superfície.

 

III Tratamento

 

Tanto a formação universitária como os primeiros anos da vida profissional deverão ser acompanhados por estágios profissionais em instituições de referência para a maturação profissional de qualquer conservador-restaurador. Durante um estágio no então Instituto José de Figueiredo e hoje Instituto Português de Conservação e Restauro foi tratado um painel de um retábulo que possui só si tinha bastante interesse.   

 

A policromia e estofado sofreram uma pré-fixação dado o estado extremamente frágil em que se encontravam, apenas podendo ser depois sujeitos a uma operação de limpeza, quando apresentavam resistência suficiente para tal. Uma intensa camada de fumo de velas cobria por completo o revestimento, ocultando-o quase por completo. A sua remoção veio então a descobrir um rico e interessante estofado.

 

As lacunas localizadas em pontos mais importantes da leitura iconográfica foram sujeitas a uma integração cromática, principalmente lacunas até à preparação branca, esta muito agressiva cromaticamente devido à sua cor branca.

 

Local: Divisão de Escultura do Instituto José de Figueiredo, actual Instituto Português de Conservação e Restauro

 

Intervenientes: Elsa Murta (orientação), André Varela Remígio e Helena Cruz.

Ano: 1997/1998


 

 



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