I Identificação
Sub-categoria: Escultura de Vulto
Denominação/Título: São Miguel
Autoria/Produção: Trabalho luso-flamengo/Portugal
Datação: Séc. XVI
Materiais: Madeira policromada e estofada
Dimensões: 115 cm x 64 cm x 58 cm
Localização: Figueira de Castelo Rodrigo, Igreja de São Miguel, Matriz de Escarigo
Proprietário: Paróquia de Escarigo, Diocese da Guarda
Entidade Adjudicante: Instituto Português do Património Arquitectónico (I.P.P.A.R.)
Intervenções Posteriores: Foi detectada uma repolicromia toral, colocação do pé esquerdo e a aplicação de uma camada de goma laca.
II Estado de Conservação
Suporte: Muito Mau
- Ataque intenso de insecto xilófago, o que fragilizava drasticamente a resistência da madeira;
- Falta de vários partes, punho da espada, parte do escudo, cauda do dragão, parte da base e da capa;
- Destacamento da espada e do pé e perta de perna direitos;
- Deposição de uma grande quantidade de sujidade, poeiras e detritos de natureza variada, o que constituía um ambiente propício para o ataque biológico.
Revestimento: Muito Mau
- Lacunas em grande quantidade e de grandes dimensões por toda a superfície;
- Falta de adesão grave da repolicromia na forma de levantamentos muito intenso, alguns de áreas bastante consideráveis, o que consistia um perigo e poderia originar a sua perda total;
- Rede de microfissuras profunda;
- Camada de sujidade muito densa sobre toda a superfície.
III Tratamento
Incluída no conjunto de 9 esculturas de grande porte, datadas do séc. XVI e XVII, pertencentes ao acervo da Igreja de São Miguel, Igreja Matriz de Escarigo (Figueira de Castelo Rodrigo) e cujo tratamento foi adjudicado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (I.P.P.A.R.), a escultura de São Miguel foi sujeita a um tratamento que teve em conta todo o conjunto.
Perante esta escultura do séc. XVI extremamente danificada e alterada pelas intervenções posteriores, mas extremamente venerada pela população de Escarigo, uma vez que é o orago da igreja, optou-se por um tratamento de Conservação e Restauro que previligiasse as operações de Conservação, mas contemplando operações de Restauro de um modo moderado.
Mesmo faltando partes importantes, não faria qualquer sentido optar pela sua reintegração formal, uma vez que a sua forma é-nos completamente desconhecida.
Assim, o suporte foi consolidado de modo a restabelecer a sua integridade física roubada pelo profundo ataque biológico e desisfestado de modo a cesar o ataque biológico possivelmente ainda em actividade e prevenir futuros ataques biológicos. As policromias foram sujeitas a uma fixação de modo a travar o seu destacamento em curso, à remoção de sujidades aderentes. As lacunas mais importantes devido à sua localização, dimensões ou formato foram integradas cromaticamente. Para finalizar o tratamento, foi aplicada uma camada de protecção.
Intervenientes: André Varela Remígio
Ano: 2005 |
 |